Pesquisar
Imagem/Divulgação

Na ONU, Brasil reafirma compromisso com as políticas de direitos humanos — Agência Gov

Ministro Silvio Almeida participou, nesta segunda-feira (26), da abertura da 55ª sessão do Conselho de Direitos Humanos e defendeu a criação de um Estado Palestino livre

 

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, destacou, nesta segunda-feira (26/02), em Genebra, na Suíça, as políticas em andamento voltadas a grupos sociais vulnerabilizados no Brasil, e defendeu a criação de um Estado Palestino livre e soberano. O ministro discursou na abertura da 55ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Organizações das Nações Unidas (ONU), oportunidade em que ressaltou o compromisso do Governo Federal com a reconstrução das políticas de direitos humanos.

Diante da tribuna de abertura da 55ª Sessão do CDH, Silvio Almeida registrou indignação com o que acontece em Gaza. “Já, em mais de uma oportunidade, condenamos os ataques perpetrados pelo Hamas e demandamos a libertação imediata e incondicional de todos os reféns. Mas também reitero nosso repúdio à flagrante desproporcionalidade do uso da força por parte do governo de Israel, uma espécie de ‘punição coletiva’, que já ceifou a vida de quase 30 mil palestinos – a maioria deles, mulheres e crianças –, forçadamente deslocou mais de 80% da população de Gaza, e deixou milhares de civis sem acesso a energia elétrica, água potável, alimentos e assistência humanitária básica”, disse.

“A criação de um Estado Palestino livre e soberano, que conviva com o Estado de Israel, é condição imprescindível para a paz. Consideramos ser dever deste Conselho prestigiar a autodeterminação dos povos, a busca da solução pacífica dos conflitos e se opor de forma veemente a toda forma de neocolonialismo e de Apartheid”, completou o ministro.

Internacional

No discurso, o ministro ressaltou o compromisso do governo federal com a reconstrução das políticas de direitos humanos (Foto: Ruy Conde – Ascom/MDHC)

O discurso em Genebra inaugura a participação do Brasil em mais um mandato junto ao Conselho de Direitos Humanos. Ao abrir o discurso, Silvio Almeida ressaltou que, após um ano em que havia dito que o Brasil voltara ao cenário internacional, foram muitos os desafios de reconstrução das políticas públicas e de resposta “às necessidades de um Brasil que encontramos mais desigual e mais dividido”. “No plano internacional, sob a liderança do presidente Lula, resgatamos nossa vocação universalista e reposicionamos o Brasil nas discussões multilaterais e nos contenciosos internacionais no campo dos direitos humanos”, enfatizou.

O ministro citou que o país tem o desafio de fazer a aproximação dos princípios e das normas de direitos humanos em algo que possa se materializar na vida das populações. “Por isso, defendemos a necessária convergência entre o debate econômico e a agenda de direitos humanos. Sem transformações econômicas profundas que incluam a proteção dos trabalhadores, a ampliação dos direitos sociais e a inclusão dos pobres no orçamento, os direitos humanos tornar-se-ão retórica vazia e o caminho para a ascensão do fascismo estará livre”, argumentou.

Grupos vulnerabilizados

Em sua fala, Silvio Ameida enfatizou que, internamente, o Brasil tem reforçado a importância da participação social na construção das políticas de direitos humanos e citou ações voltadas a grupos vulnerabilizados no país, como as pessoas com deficiência. “Consciente que as pessoas com deficiência e suas famílias encontram inúmeras barreiras para usufruir de cidadania plena, lançamos o “Novo Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência – que denominamos de “Novo Viver Sem Limite”’, exemplificou.

A iniciativa lançada pelo Governo Federal conta com R$ 6,5 bi de investimento em ações para pessoas com deficiência.

Saiba mais sobre o Novo Viver sem Limite neste link

No enfrentamento à miséria e à fome no Brasil, o ministro deu destaque ao lançamento do Plano Nacional “Ruas Visíveis – pelo direito ao futuro da população em situação de rua” .

Ainda de acordo com o representante do governo brasileiro, a atual gestão está trabalhando na construção de um novo Plano Nacional para Pessoas Idosas, que atenda esse grupo em toda sua diversidade, além de apoiar a elaboração de uma convenção internacional sobre o tema.

Já no que se refere às pessoas de 0 a 17 anos, “uma nova Política Nacional de Direitos da Criança e Adolescente, que orientará as iniciativas governamentais para os próximos 10 anos, também está em curso e, em abril, realizaremos a 12ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente”, anunciou o ministro.

Silvio Almeida lembrou ainda que, no final de 2023, foi entregue à sociedade brasileira a “Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+” , que constitui um pacote de ações voltadas à prevenção da violência e proteção dessa população. Quanto ao plano internacional, o Brasil também passou a integrar a “Equal Rights Coalition”, o que reforça o compromisso em construir um mundo livre de violência e discriminação com base em orientação sexual e identidade de gênero.

“Estamos igualmente empenhados em aprimorar nossas políticas de proteção para defensores de direitos humanos, comunicadores e ambientalistas, objeto do recém-instituído Grupo de Trabalho Técnico Sales Pimenta, com ampla participação da sociedade civil. Ainda este ano, receberemos a visita da relatora especial sobre a situação dos defensores de direitos humanos e temos envidado esforços para a ratificação do Acordo de Escazú, que reforçará o regime de proteção dos ambientalistas”, acrescentou o ministro.

Meio ambiente

Em complemento às ações, Silvio Almeida reiterou o compromisso do Brasil com a questão do meio ambiente e da mudança do clima, bem como suas relações com a agenda de direitos humanos. “Como sede da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em 2025, teremos a oportunidade de sublinhar a interrelação entre a promoção do desenvolvimento sustentável e a realização dos direitos humanos, presente na Agenda 2030, e recordar a centralidade da obrigação dos países desenvolvidos em cooperar com o Sul Global para a implementação de políticas sustentáveis, conforme previsto no ODS 17 e em outros instrumentos”, pontuou o gestor.

Mais ações

No evento da ONU, o ministro Silvio Almeida chamou atenção para a discussão sobre o direito a um meio ambiente limpo e saudável, que também encontra relação com o tema direitos humanos e empresas. “Nos candidatamos para sediar o próximo Fórum Regional de Direitos Humanos e Empresas, reunindo países da América Latina e do Caribe. Domesticamente, estamos elaborando uma Política Nacional de Direitos Humanos e Empresas, alinhada aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável”, afirmou.

No que se refere ao campo da memória, verdade e justiça, Silvio Almeida enfatizou que o ano de 2024 marcará os 60 anos do Golpe Militar, “que inaugurou 21 anos de um regime ditatorial repressivo, violento e antipopular no Brasil, cujas sombras ainda pairam sobre a nossa sociedade”. “Diversos eventos promovidos por entidades governamentais e não governamentais buscarão enfatizar a importância da defesa permanente da democracia”, pontuou o ministro.

Discurso de ódio, antissemitismo e islamofobia

 

Silvio Almeida conclamou os presentes a refletirem sobre o papel a ser desempenhado pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU (Foto: Ruy Conde – Ascom/MDHC)

“Nesse contexto, exortamos este Conselho a aprofundar seus trabalhos no campo do combate ao discurso de ódio e à desinformação, que, consistentemente, tem minado não apenas nossas democracias, mas a convivência pacífica no interior de nossas sociedades e entre nossos povos. Por isso, o Brasil entende ser seu dever, mas também deste Conselho, se opor firmemente a toda forma de racismo, sexismo, antissemitismo ou islamofobia”, observou Silvio Almeida.


Fóruns de governança global

O ministro lembrou ainda que o Brasil assumiu a presidência de turno do G20 no final de 2023 e que, na oportunidade, elegeu os seguintes temas prioritários: 1) inclusão social e combate à pobreza e à fome; 2) transição energética e promoção do desenvolvimento sustentável em suas dimensões econômica, social e ambiental; e 3) reforma das instituições de governança global.

“Sobre esse último ponto, conclamo a todos os presentes a, conjuntamente, refletirmos sobre o papel a ser desempenhado por este Conselho. Aqui, são colocados muitos dos desafios enfrentados pela humanidade. Há, ainda, quem resista a enxergar parte dessa humanidade como destinatária dos mesmos direitos de que desfrutam e, tragicamente, há quem não acredite que esses desafios que enfrentamos são, de fato, comuns a todos nós. Os direitos humanos não podem se submeter à lógica mercantil, em que só os que podem pagar são dignos de respeito”, afirmou o titular do MDHC.

Direito ao futuro

“Ao ocuparmos novamente uma cadeira neste Conselho, renovamos nosso compromisso pela construção de um mundo em que todas as pessoas tenham a oportunidade de conhecer e aprender com o passado e a possibilidade de projetar para si e para sua comunidade um futuro mais justo e solidário. Que direitos humanos seja sinônimo de palavras como futuro, transformação e esperança”, ressaltou Silvio Almeida, ao concluir o discurso.

O ministro Silvio Almeida desembarcou nesse domingo em Genebra para participar da 55ª sessão do Conselho de Direitos Humanos entre esta segunda (26/02) e quarta-feira (28/02). O evento reúne chefes de Estado, de Governo e ministros e vice-ministros das Nações que compõem o órgão.

Por: Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC)
Edição: Yara Aquino

 




Fonte Notícias/imagens: Agência GOV da Empresa Brasil de Comunicação – EBC – Leia Mais

Publicidade

PUBLICIDADE

Veja também:

Missão Sebrae Delas 2026 fortalece conexões e impulsiona empreendedoras em Manaus
Em 20 de março de 2026
Governo Presente leva atendimentos de saúde e serviços gratuitos ao bairro Silvio Leite neste sábado
Em 20 de março de 2026
Comissão aprova projeto que torna igreja no Piauí patrimônio do Brasil
Em 20 de março de 2026
Sebrae Roraima fortalece visão estratégica e internacionalização durante missão empresarial no Panamá
Em 19 de março de 2026
Abertas inscrições para a Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Em 19 de março de 2026
Comissão aprova regras para exposição on-line de imagens e dados pessoais de menores pelos pais
Em 19 de março de 2026