Pesquisar
Imagem/Divulgação

DIA NACIONAL DE COMBATE TV Assembleia apresenta podcast ‘Homofobia é Crime’ nesta sexta-feira (17) | ALE-RR

Podcast ‘Homofobia é Crime’, que vai discutir desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIAPN+, será no Estúdio Marcia Seixas – Eduardo Andrade/SupCom-ALE-RR

Em alusão ao Dia Nacional de Combate à Homofobia, a TV Assembleia (57.3) e o canal do Poder Legislativo roraimense no YouTube (@assembleiarr) apresentam ao vivo nesta sexta-feira (17), às 15h30, o podcast “Homofobia é Crime”.

A proposta do programa, mediado pelo jornalista Josué Ferreira, é permitir que os ouvintes, por meio dos relatos de Sebastião Diniz (membro do grupo DiveRRsidade – Associação Roraimense pela Diversidade Sexual), Regy Carvalho (coordenadora da ONG “Mães da Resistência” no Estado e mãe de uma pessoa transexual), Rebecka Marinho (servidora pública e travesti), Sandra dos Santos (ativista dos direitos das mulheres transexuais) e Fabiana Rikils (vice-presidente da Comissão de Diversidade e Direitos Homoafetivos da OAB-RR – Ordem dos Advogados do Brasil em Roraima), se aproximem dos desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIAPN+.

Mediador do podcast, jornalista Josué Ferreira, afirma que é importante analisar criticamente e contextualizar números de mortes da população LGBTQIAPN+ no país – Eduardo Andrade/SupCom-ALE-RR

“Vamos falar sobre as dificuldades de acesso ao mercado de trabalho, o impacto emocional do preconceito e a importância do apoio familiar. Além disso, abordaremos assuntos emergentes, como o impacto da homofobia na infância e a violência contra crianças trans nas escolas”, destaca o mediador do debate.

 

 

 

 

Homofobia e políticas públicas

Em junho de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu a favor da criminalização da LGBTfobia, tipificando os crimes motivados por orientação sexual ou identidade de gênero na legislação que define o racismo.

Apesar do avanço no arcabouço jurídico, pessoas que não se identificam com a heteronormatividade continuam a sofrer violência, chegando até mesmo a serem mortas no país. Segundo levantamento do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 2023 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), as agressões contra a comunidade LGBTQIAPN+ aumentaram 13% entre 2021 e 2022, totalizando 2.324 casos de lesões corporais em 2022, contra 2.050 ocorrências no ano anterior.

O Grupo Gay da Bahia, uma das principais organizações não governamentais que monitoram a violência contra a comunidade, registrou 256 assassinatos em 2022. Nesse sentido, Josué Ferreira afirma que é importante discutir criticamente e contextualizar esses números, identificando suas causas e avaliando quais políticas o Estado tem adotado diante dessa problemática.

“Vamos discutir no podcast a questão do preconceito em suas diversas facetas, por isso vamos trazer dados sobre as mortes de pessoas trans, as dificuldades de registro desses casos nas delegacias e as políticas já implementadas, além de discutir onde precisamos avançar”, afirma o jornalista.

Camila Dall’Agnol, diretora da TV e Rádio Assembleia, ressalta que programa é espaço de diálogo e debate sobre direitos da comunidade – Nonato Sousa/SupCom-ALE-RR

Camila Dall’Agnol, diretora da TV e Rádio Assembleia, ressalta que o programa é um espaço de diálogo e debate sobre os direitos da comunidade. “Estamos trazendo mais esse produto com o objetivo de esclarecer à população que a discriminação por causa da orientação sexual é crime no Brasil”, explica.

Letras que representam!

O acrônimo LGBTQIAPN+ pode parecer confuso, mas é por meio da informação e da escuta de quem faz parte ou estuda o tema que se pode combater o preconceito e a intolerância resultantes da desinformação. Confira abaixo quem é quem na sigla que traz à tona uma série de discussões no campo da diversidade sexual e de gênero:

L: lésbicas: mulheres que sentem atração sexual e afetiva por outras mulheres
G: gays: homens que sentem atração sexual e afetiva por outros homens
B: bissexuais: pessoas que sentem atração sexual e afetiva por homens e mulheres

T: transexual: pessoas que nascem com um gênero, mas se identificam psicologicamente com outro. Nestes casos, pode ou não haver mudança física para a adequação
Q: queer: maneira de designar pessoas que não se encaixam na heterocisnormatividade, que é a imposição da heterossexualidade (pessoas que sentem atração sexual e afetiva por outras do sexo ou gênero oposto) e da cisgeneridade (pessoas que se identificam, em todos os aspectos, com o gênero em que nascem)

I: intersexo: pessoas que nascem com características sexuais biológicas (anatomia reprodutiva ou sexual) que não se encaixam nas categorias típicas do sexo feminino ou masculino
A: assexual: pessoas que não possuem interesse sexual. Podem ou não ter relacionamentos românticos com outras pessoas

P: pansexualidade: é uma orientação sexual em que as pessoas desenvolvem atração física, amor e desejo sexual por outras pessoas, independentemente de sua identidade de gênero

N: não binariedade: pessoas que não se sentem em conformidade com o sistema binário homem/mulher, podendo fluir entre as infinitas possibilidades de existência de gênero sem seguir um padrão, performance ou papel preestabelecido pela sociedade

+: o sinal serve para abranger as demais pessoas da bandeira e a pluralidade de orientações sexuais e variações de gênero.

Texto: Suellen Gurgel

Fotos: Eduardo Andrade/ Nonato Sousa

SupCom ALE-RR



Fonte: Câmara dos Deputados – Agência Câmara Notícias

PUBLICIDADE

Veja também:

Comissão aprova uso do Fundo de Fiscalização das Telecomunicações em segurança pública
Em 21 de março de 2026
Missão Sebrae Delas 2026 fortalece conexões e impulsiona empreendedoras em Manaus
Em 20 de março de 2026
Governo Presente leva atendimentos de saúde e serviços gratuitos ao bairro Silvio Leite neste sábado
Em 20 de março de 2026
Comissão aprova projeto que torna igreja no Piauí patrimônio do Brasil
Em 20 de março de 2026
Sebrae Roraima fortalece visão estratégica e internacionalização durante missão empresarial no Panamá
Em 19 de março de 2026
Abertas inscrições para a Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Em 19 de março de 2026