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Imagem/Divulgação

OPERAÇÃO MATA-LEÃO: Polícia Civil mira núcleo financeiro e desarticula organização criminosa que abastecia o tráfico em Roraima e outros três estados

A Polícia Civil de Roraima, por meio da DRE (Delegacia de Repressão a Entorpecentes) e do DENARC (Departamento de Narcóticos), apresentou na manhã desta quarta-feira os resultados da Operação Mata-Leão, deflagrada ontem, com foco na descapitalização de uma das maiores organizações criminosas voltadas para o tráfico de drogas em Roraima e outros três estados brasileiros.

Durante coletiva de imprensa, o delegado titular da DRE, Julio Cesar da Rocha, e o diretor do DENARC, Herbert de Amorim Cardoso, detalharam os desdobramentos de uma investigação que perdurou por 11 meses e teve início após uma apreensão de 63 quilos de skunk, realizada em agosto de 2024, no bairro Caranã, em Boa Vista. Na ocasião, dois homens foram presos em flagrante com grande quantidade de entorpecentes, uma arma de fogo com numeração suprimida, munições e medicamentos de uso controlado.

A partir desse ponto, segundo o delegado Julio Cesar, a investigação revelou uma estrutura criminosa altamente complexa, composta por mais de 10 integrantes, com funções bem definidas.

“O grupo atuava especialmente no interior de Roraima e utilizava aeronaves próprias, entre aviões e helicópteros, para transportar cargas de drogas oriundas da Colômbia e Venezuela, que eram desembarcadas em pistas clandestinas na região amazônica. A distribuição nacional era feita por caminhões e veículos utilitários, com destino principalmente para os estados do Amazonas, São Paulo e Bahia”, disse Julio Cesar.

Além do tráfico, segundo o delegado, o grupo operava um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro, com o uso de empresas de fachada para movimentação de recursos ilícitos. Durante a deflagração da operação, foram presos oito integrantes da organização, incluindo os dois principais líderes, um deles natural da Bahia e o outro de Roraima, responsáveis pela conexão internacional com fornecedores estrangeiros e pela distribuição local dos entorpecentes.

Ao todo, a Justiça expediu 10 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão, cumpridos nos estados de Roraima (Boa Vista e Iracema), Bahia (Tucano, Cançãozão, Monte Santo e Salvador) e Amazonas (Manaus e Manacapuru).

A operação resultou ainda na apreensão de: quatro armas de fogo e diversas munições; diversos veículos de luxo, entre eles Toyota Hilux, SW4, Dodge Ram e Amarok; uma lancha de alto padrão, compatível com movimentação de grandes quantias ilícitas; joias e relógios, incluindo um avaliado em R$ 90 mil; documentos e registros contábeis que comprovam a lavagem de capitais.

Segundo o delegado Julio Cesar, os bens apreendidos ontem somam aproximadamente R$ 3 milhões e refletem o êxito do principal objetivo da operação: o estrangulamento financeiro da organização criminosa.

“A operação não visava apenas as prisões, mas o bloqueio do poder econômico do grupo. A gente sabia que dificilmente encontraria drogas nos endereços ontem, pois a organização mudou a forma de armazenagem após ações recentes. Mas o foco era atingir o que mantém essa rede viva: o dinheiro”, destacou.

O diretor do Denarc, delegado Herbert Amorim, reforçou que combater o tráfico de forma efetiva exige atingir a estrutura patrimonial dos criminosos:

“Mais do que prender o traficante da ponta, é preciso dissolver a engrenagem que o sustenta: a logística, o financiamento, os bens de fachada, as empresas utilizadas para lavar dinheiro”, disse.

Herbert de Amorim Cardoso disse ainda que Polícia Civil de Roraima, com apoio das Polícias Civis da Bahia e do Amazonas, atuaram de forma integrada na operação desencadeada ontem, com o compromisso de um enfrentamento estratégico e qualificado do crime organizado. Ele destacou que a investigação prossegue com novas diligências em curso.

“Essa operação marca um divisor de águas no combate ao tráfico em Roraima. Com ela, desarticulamos não apenas a logística e a distribuição, mas principalmente o núcleo financeiro da organização”, concluiu o delegado Julio Cesar.

Fonte e imagens: POLÍCIA CIVIL DA ASCOM/PCRR Leia mais

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