Pesquisar
Imagem/Divulgação

OPERAÇÃO ESTOCOLMO: Polícia Civil localiza e prende investigado por sequestro e estupro de vulnerável

A PCRR (Polícia Civil de Roraima) deflagrou, neste sábado, dia 24, a Operação Estocolmo, que resultou na prisão temporária de um homem de 49 anos, investigado pelos crimes de sequestro e estupro de vulnerável. A vítima, então enteada do investigado, foi retirada do convívio familiar em 2022, quando tinha 13 anos de idade, e mantida sob seu domínio e controle por três anos.

A ação foi realizada por meio da DPCA (Delegacia de Polícia de Proteção à Criança e ao Adolescente), com apoio do NI (Núcleo de Inteligência), e culminou na prisão do investigado no município de Presidente Figueiredo, no interior do Estado do Amazonas.

De acordo com informações prestadas pelo delegado titular da DPCA, Matheus Rezende, o caso teve início em julho de 2022, quando o investigado, à época companheiro da mãe da vítima, retirou a adolescente do convívio familiar, sem autorização da genitora ou de qualquer responsável legal. Desde então, a vítima permaneceu desaparecida e incomunicável.

“Trata-se de um caso extremamente sensível, em que a adolescente foi retirada do ambiente familiar sem qualquer consentimento e passou a viver sob total controle do investigado, sem que a família soubesse seu paradeiro”, pontuou o delegado Matheus Rezende.

Diante da situação, foi registrado um boletim de ocorrência, inicialmente por desaparecimento. Após diligências e buscas, foi instaurado inquérito policial em 2023 para apurar os crimes de sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável. Mesmo com o passar do tempo, as investigações seguiram de forma contínua e incansável. Apenas no final de 2025 a vítima restabeleceu contato pontual com familiares, informando que estaria residindo no interior do Amazonas.

Segundo o delegado, o trabalho policial nunca foi interrompido.

“Mesmo sem contato direto com a vítima por um longo período, a Polícia Civil manteve diligências permanentes e cruzamento de informações, até conseguir avançar de forma segura na localização do investigado”, explicou.

Durante o trabalho investigativo, foi identificado que a linha telefônica utilizada pela adolescente estava cadastrada em nome do próprio investigado, reforçando os indícios de controle e vigilância. A partir de diligências técnicas e ações de inteligência, as equipes chegaram à localização exata do suspeito e da vítima.

“A representação pela prisão temporária se deu diante de elementos que indicavam não apenas o risco de fuga, mas também a possibilidade de influência psicológica do investigado sobre a vítima, o que poderia comprometer a investigação”, detalhou o delegado.

Prisão em Presidente Figueiredo

Equipes da DPCA, sob a coordenação do delegado Matheus Rezende, deslocaram-se até o município de Presidente Figueiredo, onde localizaram a casa em que o investigado estava residindo.

No cumprimento da operação, a vítima foi retirada do ambiente em que se encontrava e recebeu acompanhamento de uma conselheira tutelar, que a conduziu até Boa Vista para a realização dos procedimentos de proteção, acolhimento e atendimento necessários.

As apurações apontaram que a adolescente vivia em situação de extrema vulnerabilidade, sem documentação civil, afastada da escola desde 2022 e submetida a isolamento social.

“Ela estava privada de direitos básicos, sem acesso à educação, documentos e convívio social, o que evidencia uma situação típica de cárcere privado prolongado”, ressaltou Matheus Rezende.

O delegado também lamentou o histórico de vida marcado por sucessivas situações de violência enfrentadas pela adolescente. Segundo ele, ainda na infância, aos cinco anos de idade, a vítima foi alvo de violência sexual, praticado por um avô de consideração, caso que foi devidamente apurado à época pela própria DPCA e resultou na condenação do autor.

“Infelizmente, estamos falando de uma adolescente que teve a infância e a adolescência atravessadas por episódios de violência e sofrimento. Isso torna o caso ainda mais sensível e reforça a importância de um olhar cuidadoso do Estado, tanto na responsabilização dos autores quanto na proteção integral dessa vítima”, destacou o delegado.

Operação Estocolmo

O nome Operação Estocolmo faz referência ao contexto de controle emocional e psicológico identificado ao longo das investigações.

“Observamos um quadro de dependência emocional e isolamento social, em que a vítima passou a normalizar a situação vivenciada, o que reforça a gravidade do caso”, explicou Matheus Rezende.

O investigado foi apresentado a uma delegacia em Presidente Figueiredo, onde será apresentado, neste domingo, na Audiência de Custódia. O delegado Matheus Rezende vai representar, posteriormente, pelo recambiado do investigado para Boa Vista.

O caso segue sob investigação, e o delegado reforça que todas as medidas estão sendo adotadas com absoluto cuidado para preservar a integridade física, psicológica e a identidade da vítima.

SECOM RORAIMA

Texto: Ascom PCRR

Fotos: PCRR

Fonte e imagens: POLÍCIA CIVIL DA ASCOM/PCRR Leia mais

Publicidade

PUBLICIDADE

Veja também:

Governo Presente leva atendimentos de saúde e serviços gratuitos ao bairro Silvio Leite neste sábado
Em 20 de março de 2026
Comissão aprova projeto que torna igreja no Piauí patrimônio do Brasil
Em 20 de março de 2026
Sebrae Roraima fortalece visão estratégica e internacionalização durante missão empresarial no Panamá
Em 19 de março de 2026
Abertas inscrições para a Conferência Estadual dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Em 19 de março de 2026
Comissão aprova regras para exposição on-line de imagens e dados pessoais de menores pelos pais
Em 19 de março de 2026
Governo retoma atividades de programa voltado ao consumo consciente da água
Em 19 de março de 2026