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Imagem/Divulgação

Deputado George Melo critica comissão do Senado por diligências contra garimpo

O deputado George Melo (Podemos) criticou a Comissão dos Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal por aprovar diligências contra o garimpo na Terra Indígena Yanomami. Durante a sessão plenária desta terça-feira (10), na Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), o parlamentar afirmou que a investigação deve “reforçar uma mentira”.

“Essa comissão está vindo mais uma vez para reforçar uma mentira que foi colocada a nível nacional. O estupro da menina indígena foi denunciado como se tivesse sido cometido por garimpeiro. A Polícia Federal já disse que é mentira. […] A intenção, nós sabemos qual é: jogar isso na mídia internacional”, enfatizou o deputado.

De autoria do senador Humberto Costa (PT-PE), o requerimento prevê a realização de apurações externas em Roraima nesta quarta-feira (12) para acompanhar as medidas de combate ao garimpo. Conforme o deputado George Melo, a pressão de organizações não governamentais (ONGs) motivou a visita ao Estado.

“Há uma pressão internacional, das ONGs, que estão trazendo uma comissão presidida pelo senador Humberto Costa, para que esse repertório de mentiras continue. Esta Casa não pode se calar diante dessa comissão”, declarou o parlamentar.

Durante o discurso, ele também defendeu a importância do garimpo para a economia e desenvolvimento de Roraima.

“Nós viemos de uma recessão grande. Tivemos uma grande migração. Um problema social grande em Roraima, somado à crise de covid. Nossa economia está respondendo, e com a ajuda do garimpo”, disse o deputado.

‘Roraima à mercê’

Durante a sessão, o deputado Gabriel Picanço (Republicanos) se posicionou a favor de George Melo e repudiou a CDH.

“Por que o senador Humberto Costa não veio dez 10 anos para liberar o Linhão de Tucuruí? Querem fazer um sensacionalismo para chamar a atenção do mundo para que Roraima fique à mercê”, disse Picanço.

Ele também defendeu que a mineração representa potencial para o desenvolvimento econômico de Roraima.

“O presidente Bolsonaro começou com esse projeto para liberar áreas de mineração em reservas indígenas e não indígenas. Se tivermos essa felicidade do Congresso Nacional aprovar, em menos de dez anos talvez Roraima seja o Estado mais rico do Brasil. E, por isso, estão querendo impedir essa mineração”, concluiu.

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