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Imagem/Divulgação

Maternidade faz primeira cirurgia oftalmológica a laser em recém-nascido indígena com equipe própria

O Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, a Maternidade, alcançou, na noite desta terça-feira, 1º, um marco na assistência neonatal de Roraima com a realização da primeira cirurgia oftalmológica a laser em recém-nascido, conduzida integralmente pela equipe da própria unidade hospitalar.

O procedimento foi feito em uma bebê indígena da etnia Xiriana, que nasceu de 30 semanas, diagnosticada com uma inflamação grave no fundo do olho que comprometia o desenvolvimento da retina (parte do olho responsável por captar a luz e formar as imagens).

A cirurgia combinou a técnica de panfotocoagulação a laser com a aplicação intraocular de medicação especializada, com o objetivo de preservar a visão da recém-nascida e garantir o desenvolvimento funcional da sua visão.

“Hoje, a Maternidade dispõe de um serviço de oftalmologia estruturado, com exames como ultrassom ocular, rastreio de retinopatia e dilatação, conforme os protocolos nacionais. Somos referência em oftalmologia neonatal na região Norte”, afirmou a diretora técnica do HMI, Patrícia Cavalcante.

Esta é a terceira vez que um procedimento de infiltração de retina é realizado no HMI, mas é a primeira com toda a equipe composta por profissionais da rede estadual. A cirurgia foi realizada às 20h e durou cerca de 45 minutos.

Responsável pela cirurgia, a oftalmologista especialista em retina Naiane Vidal, explicou que o bebê apresentava uma inflamação no fundo do olho, agravada por sua condição de prematuridade.

“Como ela nasceu muito prematura, havia algumas coisas que ainda não tinham terminado de se formar no olhinho dela, só que a infecção fez essa formação não ser adequada. A evolução do problema foi acontecendo de maneira ruim e que precisava fazer o tratamento específico, que é o laser e a aplicação da medicação dele”, explicou a oftalmologista.

A intervenção uniu duas técnicas, o uso do laser para cauterizar as áreas lesionadas da retina e a injeção intraocular de Aflibercepte, um medicamento que ajuda a estabilizar o crescimento dos vasos sanguíneos e reduzir a inflamação.

“Fizemos o laser e a medicação dentro do olho, o laser foi feito nas áreas lesionadas para evitar que a doença progredisse e a aplicação da medicação para fazer com que os vasinhos lá do fundo do olho conseguissem crescer de maneira adequada”, explicou a médica.


Fonte e imagens: GOVERNO DE RORAIMA POR SECOM-RR Leia mais

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