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Imagem/Divulgação

Professores visitam Centro de Apoio à Família e conhecem trabalho feito com autistas

Mais de 60 professores da Escola Estadual Pastor Fernando Granjeiro conheceram na tarde desta terça-feira (31) o trabalho desenvolvido pelo Centro de Apoio à Família, da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), voltado para familiares de crianças diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Participaram também da visita os pais e os alunos autistas que estudam na instituição de ensino. Durante a manhã, na escola, houve o “Encontro Pedagógico TEA – Conhecendo os desafios e as potencialidades deles”, que contou com a participação de profissionais especialistas em autismo.

“Hoje foi um dia de troca de conhecimentos e experiências com os professores e com os pais dos alunos. Temos na nossa escola dez alunos autistas e viemos conhecer esse instituto que acolhe as famílias. Foi um dia de muita emoção e uma das mães disse que ‘é bom não estar mais sozinha’, porque a escola tocou neste assunto. Um segurando na mão do outro”, contou a gestora da unidade de ensino, Lívia Gomes Rodrigues.

Ela disse que o próximo passo é fazer rodas de conversa. “A inclusão deles já é um direito garantido, mas vamos buscar garantir ainda mais o direito à aprendizagem. Hoje, com essa parceria, marcamos nosso ano letivo com a proximidade da família e daqueles que trabalham diretamente na sala de aula”, acrescentou.

A deputada Angela Águida (PP) destacou que a meta do centro é trabalhar com outras instituições de ensino para capacitar a comunidade escolar. “Queremos estender essa capacitação aos professores, merendeira, porteiro e assistentes de aluno, para que estejam em condições de dar esse atendimento adequado para os autistas que estudam na escola.”

A ideia, conforme detalhou, é levar para outros segmentos que trabalham com atendimento de pessoas. “A capacitação possibilita fazer esse acolhimento, ter essa relação com essa criança e adolescente. Quando temos um autista na família, dizemos que a família é autista porque todos precisam desse olhar diferenciado, sobretudo, dessa compreensão. O comportamento requer isso para darmos o tratamento adequado”, acrescentou.

A pedagoga Ilma Lima, responsável pela Sala de Recursos Multifuncionais, disse que lidar com o autismo é uma tarefa desafiadora. “Precisamos primeiro conhecer as especificidades dos nossos autistas, o nível de interesse, para depois propor uma atividade pedagógica de acordo com o nível de recepção e entendimento”.

Ela ressaltou que a ação desenvolvida com o centro faz parte da proposta do ciclo da inclusão. “O Dia do Orgulho Autista é comemorado em 18 de junho, então pensamos nessa formação em parceria para conversarmos e refletirmos sobre o tema”, afirmou Ilma.
A pedagoga Rozenira da Costa Camelo afirmou que essa é uma causa envolvente. “Há 13 anos, estou trabalhando com esse público é e muito gratificante, pois faz a gente se tornar mais humana. Todos os dias aprendo com eles e com as mães. O desafio é grande, mas é apaixonante”, ressaltou.

A copeira Thaiza Monica Lima Gomes é mãe de Lucas, de 13 anos. Ela avaliou o encontro como mais uma porta que se abre para a inclusão do filho. “A escola foi que identificou que ele era autista, e com o passar do tempo fui compreendendo o jeito dele. O Centro de Apoio é muito bom e vou aproveitar para tirar todas as minhas dúvidas para dar mais apoio a ele’, disse.

Lucas Diego Lima Gomes é considerado um aluno inteligente na escola. Como todo estudante, gosta de algumas disciplinas e se retrai diante de outras. “Gosto de matemática, ciência, geografia e inglês. Nas outras, eu tenho dificuldade. Geografia é legal por causa dos mapas e das regiões. Matemática eu gosto por conta dos cálculos”, garantiu.

Texto: Marilena Freitas
Foto: Eduardo Andrade
Supcom ALE-RR 31.05.2022

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