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Imagem/Divulgação

Rio: sistema ferroviário volta a operar após mais de 24 horas parado

A concessionária SuperVia, que explora o serviço ferroviário do Rio, informou, no início da noite desta sexta-feira (21), que os trens no ramal Saracuruna voltaram a funcionar, sem que os clientes precisassem fazer a baldeação na Estação Gramacho. Segundo a SuperVia, uma composição partiria para Gramacho e, 30 minutos depois, outra para Saracuruna. Como o horário de pico é no sentido Baixada Fluminense, a concessionária dá prioridade ao atendimento de passageiros que estão voltando para casa.

As viagens no sentido Central do Brasil do ramal Saracuruna continuam suspensas.

A SuperVia confirmou que o furto de um cabo alimentador de alta tensão, na altura do Parque Arará, zona portuária do Rio, provocou a queda do abastecimento de energia dos trens nos trechos entre a Central do Brasil e Gramacho;  Gramacho e Saracuruna e nas extensões Vila Inhomirim e Guapimirim, deixando 37 estações sem funcionar por mais de 24 horas.

Técnicos da concessionária do transporte ferroviário continuam trabalhando para o restabelecimento dos ramais e de suas extensões. A SuperVia informou que 30 mil passageiros usam os trens do ramal nos horários de pico, de manhã e à noite, na volta para casa.

Crimes

A SuperVia, concessionária que opera os 270 quilômetros de trilhos que ligam o Rio a 11 municípios, citou dados de um levantamento segundo o qual, de janeiro a junho deste ano, houve 90 ocorrências de assaltos ou arrastões contra passageiros em trens e estações ferroviárias.

O número de ataques a colaboradores da empresa chama a atenção, porque já supera o de 2022. Ao longo de todo o ano passado, foram 15 ocorrências e, neste ano, já são 24 casos de profissionais assaltados enquanto estavam trabalhando. No ano passado, 206 passageiros foram assaltados. Neste ano, já foram registrados 90 casos.

De acordo com a concessionária, mesmo com risco de vida por causa do choque elétrico, as caixas de impedância da SuperVia também passaram a ser alvo dos ladrões de cabos do Rio de Janeiro. O equipamento blindado custa cerca de R$ 40 mil, fica enterrado e abastece as subestações de energia alimentadoras do transporte ferroviário do Grande Rio. Em 2022, foram 59 furtos de caixas de impedância e, em 2023, o número já chegou a 146. Essas caixas contêm peças de cobre.

A segurança pública, conforme contrato de concessão, é por conta de policiais militares, que atuam nos trens, estações e ao longo da malha ferroviária, através do Grupamento de Policiamento Ferroviário. Os agentes de controle da concessionária não têm poder de polícia para atuar na prevenção ou coerção de ações de natureza criminal.

A SuperVia trabalha em parceria com as forças de segurança pública do Estado, buscando soluções para reduzir os riscos à operação destes serviços, decorrentes da violência urbana.

Fonte: EBC Agência Brasil – Da Agência Brasil – acesse aqui.

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