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Imagem/Divulgação

Marcos Rogério questiona fala de Mauro Vieira sobre resgate na Faixa de Gaza — Senado Notícias

O senador Marcos Rogério (PL-RO) questionou informações dadas pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, em entrevista sobre o resgate dos 32 brasileiros que estavam na Faixa de Gaza, zona de conflito entre o grupo palestino Hamas e Israel. Em pronunciamento nesta segunda-feira (13), o parlamentar também destacou o esforço da diplomacia brasileira no caso.

— Quando ele disse que […] duas pessoas ficaram por opção própria, não quiseram vir […] Ele disse que essas pessoas receberam ali apoio, suporte psicológico dos militares da Força Aérea e, depois de ter recebido esse atendimento, resolveram ficar. Na sequência, um jornalista de uma emissora de televisão fez uma pergunta a ele: “ministro, essas pessoas que receberam suporte psicológico da Força Aérea Brasileira atravessaram a fronteira e estavam no Egito?”. Aí, ele disse: “Não, eles não chegaram a atravessar a fronteira.” E aí, ficou uma grande pergunta, um grande ponto de interrogação: os militares brasileiros estão na Faixa de Gaza? A Força Aérea brasileira está na Faixa de Gaza? Conseguiu atravessar? Porque os brasileiros não estão conseguindo passar de lá para cá, tiveram uma dificuldade enorme. Agora, militares do Brasil, pela fala do ministro, estão na Faixa de Gaza. 

Marcos Rogério também afirmou que o ministro deu uma resposta “absolutamente infeliz” ao ser questionado sobre o encontro do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, e o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine. Para o senador, Vieira “age mais pela política do que pela diplomacia”, e deveria colocar de lado as rivalidades internas em momentos como como esse.

— Ele, quando questionam sobre o embaixador, diz que nem conhece o embaixador. […] Aquele que tem o papel de ser o chefe da diplomacia brasileira parece-me que faltou às aulas do Rio Branco quanto ao papel de ser um grande diplomata.

O parlamentar ainda criticou o governo brasileiro por ter, segundo ele, tratado com complacência o ataque do Hamas à Israel. Marcos Rogério ressaltou que apesar do governo ter condenado o ocorrido, não condenou o Hamas e nem tratou o grupo como terrorista.

— Hoje eu novamente estava acompanhando o noticiário e vi a fala do presidente Lula. É a primeira vez que eu o vi falando de forma mais contundente em relação ao Hamas e fazendo a classificação de ato terrorista, porque eles tinham uma dificuldade para rotular o Hamas como terrorismo. Eu fiquei observando a maneira como ele colocou. Ele não chama o Hamas de grupo terrorista. Ele chama o ato de ato terrorista, mas o Hamas não é terrorista. Mas ao passo que faz essa observação, na sequência ele faz a fala mais dura contra o povo de Israel, contra o Estado de Israel, que eu já vi, falando em nome do governo brasileiro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Senado Federal – Da Agência Senado – acesse aqui.

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